Praia do Rio Pardinho
Monjolos
Sobre o atrativo
Como chegar
Acesso por estrada e vias locais a partir da sede de Monjolos. O local pode ser visitado sem necessidade de trilha extensa. Recomenda-se atenção ao nível do rio durante períodos de chuva.
Recomendações
Leve água e protetor solar. Evite entrar no rio após chuvas intensas. Preserve a vegetação local. Recolha todo o lixo produzido. Supervisione crianças durante o banho.
Informações práticas
Melhor época
Época seca (abr–set)
Acesso com veículo
Não — carro comum chega
Entrada
Gratuita
Infraestrutura disponível
Fotos
Outros atrativos na região
Cachoeira do Quilombinho
A Cachoeira do Quilombinho, também conhecida na região como Cachoeira do Santana, é um dos atrativos naturais mais preservados de Monjolos e um verdadeiro destino para quem aprecia aventura, paisagens selvagens e contato intenso com a natureza. Localizada em uma área de difícil acesso, a cachoeira impressiona pela queda d'água que despenca sobre paredões rochosos, formando um belo poço de águas cristalinas em meio à vegetação típica da Serra do Espinhaço. O percurso até a cachoeira faz parte da experiência. O trajeto por estradas de terra é muito procurado por praticantes de cicloturismo e mountain bike, oferecendo belas paisagens rurais, trechos cercados por serras, vegetação nativa e um ambiente tranquilo, ideal para quem gosta de pedalar em meio à natureza. Após o acesso por estrada, a caminhada segue por trilhas e, nos metros finais, acompanha o leito do Rio Galheiro, exigindo atenção ao atravessar pedras e trechos irregulares. O esforço é recompensado por um cenário praticamente intocado, onde o silêncio, o som das águas e a beleza da paisagem proporcionam uma experiência única. Por ser um local isolado e sem infraestrutura turística, a Cachoeira do Quilombinho é indicada para visitantes com bom condicionamento físico e espírito aventureiro. A visita é ideal para banho, contemplação, fotografia de natureza, ecoturismo e para quem deseja explorar uma das paisagens mais preservadas da região de Monjolos. Fotos: Instagram @victor.c.rodrigues.
Gruta Pau-de-Ferro
A Gruta Pau-de-Ferro é um dos mais importantes patrimônios naturais de Monjolos e um dos principais atrativos espeleológicos da região. Localizada próxima à sede do município, na estrada que liga Monjolos ao distrito de Rodeador, a caverna foi tombada como patrimônio cultural devido à sua relevância geológica, ambiental e histórica. A gruta possui cerca de 700 metros de desenvolvimento e apresenta diversas formações calcárias, como estalactites, estalagmites, colunas e cortinas minerais, formando um cenário de grande beleza natural. Além de sua importância científica, o local também possui valor cultural para a comunidade local.
Trilha Verde da Maria Fumaça
A Trilha Verde da Maria Fumaça é uma ecovia situada em um antigo ramal ferroviário que ligava Corinto a Diamantina, em Minas Gerais. O trecho mais bonito e mais visitado por caminhantes e ciclistas é o que vai de Diamantina a Monjolos, serpenteando entre vales e águas da Serra do Espinhaço, descendo até os sertões das gerais. A trilha tem 92 km de extensão total (Diamantina–Monjolos) e cruza unidades de conservação da Serra do Espinhaço, cordilheira do Brasil tombada como Reserva da Biosfera pela Unesco. A altitude máxima é de 1.421 m e a mínima de 531 m, com desnível máximo de 3%, resultado da impressionante engenharia do ramal ferroviário original. Histórico A construção do Ramal Ferroviário teve início em 1910 e foi inaugurada em 1914. Foi a maior altitude em que percorreu uma máquina a vapor, a Maria Fumaça. Pontes, pontilhões de ferro, galerias de cantaria, estações e casas de operários compõem um raro acervo patrimonial de estilo inglês. Por falta de incentivos políticos e econômicos e pela crescente demanda pelo transporte rodoviário e aéreo, o ramal foi desativado em 1973, criando graves problemas culturais, sociais e econômicos às comunidades que viviam em função da ferrovia. Em 2000, a ONG Caminhos da Serra fez sua primeira expedição pelo percurso e percebeu a necessidade de preservação do conjunto patrimonial, do meio ambiente e da história e cultura local. Em parceria com o Ministério Público, prefeituras municipais, o Instituto do Patrimônio Nacional e outras entidades ligadas à cultura, ao turismo e ao esporte, iniciou-se o projeto de recuperação e proteção da via. Infraestrutura e Informações Gerais A trilha pode ser percorrida de forma autoguiada ou com contratação de guia. É possível iniciá-la por Diamantina (maior altitude) ou por Monjolos (menor altitude). A cada 15 km aproximadamente você passa por uma comunidade de porte pequeno ou médio, onde é possível encontrar apoio para alimentação e hospedagem, em alguns delas há camping. É proibido o uso de veículos motorizados na trilha e em seus trechos mais remotos. Curiosidades Ao longo do percurso é possível encontrar estruturas de arquitetura inglesa, comunidades religiosas, culturais e espiritualistas, sítios arqueológicos com datação de até 5.000 anos, comunidades rurais estéticas, flora do cerrado, produção de queijo, vinho e vinagre artesanais, além de rios e cachoeiras de mata atlântica e cerrado.